domingo, 8 de fevereiro de 2009

O Bar da Gláucia

Se tem uma coisa que eu gosto, mas se tem uma coisa que eu gosto de verdade, é de cerveja. Uma vez fazendo um teste desses de internet veio uma pergunta: o que te faz feliz? Entre as opções tinha "sexo" e tinha "cerveja". Votei na cerveja. Ela nunca me decepciona.

Assim sendo, para escolher os bares que eu frequento, o quesito número 1 era: quanto custa a cerveja? Depois vinha o resto. Não faço a menor questão de saber quem frequenta o bar (não sendo um bando de assassinos, tá tudo beleza), o quanto ele é limpo, que música toca. Quanto custa a cerveja, é isso que importa. Afinal, é pra isso que eu vou ao bar, não pra escutar músicas ou arranjar um caso. Tendo cerveja, o resto é consequência. E foi assim que fui ficando cada dia menos exigente, descendo a Augusta em direção ao centro, cada vez mais próximo da minha casa - e dos bares mais sujos e mais mal frequentados. Até que um dia eu me perguntei porque eu vestia uma calça skinny, um all star, e subia até a Augusta se do lado de casa tinha um bar. Que tocava forró - Calypso, pa ser mais exato - verdade, mas ainda assim, eu mal tinha que atrevessar a rua para chegar ao bar, e sempre podia verificar da janela se ele estava aberto ou não antes de descer até o bar.

E quando eu vi, o bar da esquina já estava me vendendo cerveja fiado. É nessa hora que você para, senta com o copo na mão, lança um olhar profundo para o nada e se pergunta internamente: será que virei um alcóolatra? Aí você resolve decidir essa questão depois da próxima cerveja.

A primeira vez que eu fui parar no Bar da Gláucia foi no dia do show do Muse. Uma galera comigo, de estados e cidades diferentes do país, todo mundo morrendo de fome, eu louco por uma cerveja, e disse pra todo mundo: GENTE, VAMOS PRO BAR DA ESQUINA, A GENTE COME UM LANCHE E TOMA UMA BREJA. O bar do lado estava fechado. Migrávamos para a Augusta quando todo mundo parou em frente a um bar na mesma quadra da minha rua que eu nunca tinha visto e disseram: "vamos ficar aqui mesmo, tem comida".

E aí o bar do lado fechou, e só me sobrou o bar da Gláucia, onde eu e a Luana acabamos diversas noites de nossa vida conversando sobre qualquer coisa, só nós dois ou acompanhados de alguns amigos, acompanhados de um X-Calabresa e cerveja congelada. Sempre.

A Gláucia é só a garçonete, o bar, na verdade, é o Bar do Cézar. Mas a Gláucia foi quem sempre atendeu nossa mesa, com uma indiferença sem fim, dizendo que a cerveja congelada não está congelada, ou que é o jeito que o pessoal do bar gosta de tomar, nos fazendo esperar horas por uma mesa que ela nunca reservou, na verdade, demorando horas pra trazer nosso lanche e inventando uma desculpa esfarrapada. E, ainda assim, sendo genialmente a Gláucia, que nos segura no bar.

Aliás, nosso nome nem pra ela nem é Vika e Luana, é alguma coisa que dissemos bêbados e nem nos lembramos direito.

Ah, o Bar da Gláucia não aceita Mastercard.

3 comentários:

  1. Fiquei mega curiosa pra ir lá com você agora. *_*

    (PS: tinha comentado como a Esther e apaguei xD)

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  2. Oi!
    É como diz a música: "Pode ter ratos
    pode ter barata e a garçonete pode ser travesti. Que nunca limpem o banheiro nunca puxem a descarga e os cachaceiros passem o dia inteiro ali, mas a cerveja barata!"
    hehehehehehe
    Aliás, posta aí o preço da cerveja, pô!
    Vou adicionar vocês no meu blog também.
    falow!




    Dayan Valente

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