Ultimo dia de show da Madonna. Eu, como boa fã pobre, resolvi junto com o Vika, ir para porta do Morumbi. A esperança era de que rolasse um ingresso barato, como nos outros dias, mas na verdade outras 1000 pessoas tiveram o mesmo pensamento que o nosso e acabamos não entrando no show.
Obviamente não iriamos para casa. A noite só estava começando e na busca por algo para fazer fomos parar na Starbucks, no Outback (que estava fechado), no Vegas (que também estava fechado), quase entramos num puteiro do qual anunciava: Show da Madonna, hoje!
Ainda tinhamos duas opções: Glória ou Bar da Glaucia.
E adivinha qual escolhemos?
Chega a ser incrivel como o bar da Glaucia bomba. Tem gente todos os dias. Chega ao ponto de não ter mesa, nem lugar no balcão.
Sim, o povo gosta de lugar fuleiro, assim como a gente.
Decidimos então aguardar por uma mesa. Em outro bar, o garçom te avisaria que tem mesa vaga mas no bar da Glaucia, esperto é aquele que pega uma mesa quando a vê livre.
Ficamos por, no minimo, uma hora esperando uma mesa até que quase briguei com o dono do bar.
Poxa, somos frequentadores assiduos. Até cerveja no balcão nós tomamos. Merecemos crédito!
Quando vimos uma mesa, sentamos correndo e dai vem a Glaucia com a nossa cerveja, dizendo: A vida é dos espertos!
(Oi? Ela tirou MESMO com a nossa cara? Aaahhh, tudo bem, vai... é a Glaucia)
Já estavamos aparentemente bebados e loucos quando o Vika resolveu mexer na Jukebox, porque se não vamos até a Madonna, ela vem até a gente!
Uma fila de musicas por tocar até as nossas chegarem. Nem lembro quantas foram, mas sei que a ansiedade era grande.
Conversa vai, conversa vem e de repente escutamos lá no fundo, baixinho: "Life is a mystery, everyone must stand alone, I hear you call my name and it feels like home".
Aaaaaahhhhh, era Madonna!!!!
Deu aquele arrepio. Lembrando de quando o Vika me ligou, do meio do show, para eu escutar a melhor musica de todos os tempos. Quase chorei.
Quando vimos, estavamos cantando Madonna, feito loucas, num bar de forró! E o mais incrível... ninguém se sentiu incomodado!
Depois de muitas cervejas, Madonna, sanduiches de calabresa e risadas cheguei a conclusão de que ir no show da Madonna seria incrivel, mas depois de toda aventura da noite finalizada no bar que nos representa, com aquelas pessoas de mini-saia, top, pança para fora, comendo aquele baião de dois as 3 da manhã... nenhuma Madonna no mundo paga!
E ela volta! Nem que seja de andador e com mais pelancas!
E a gente tambem volta... (quase) toda noite para o bar da Gláucia!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
O Bar da Gláucia
Se tem uma coisa que eu gosto, mas se tem uma coisa que eu gosto de verdade, é de cerveja. Uma vez fazendo um teste desses de internet veio uma pergunta: o que te faz feliz? Entre as opções tinha "sexo" e tinha "cerveja". Votei na cerveja. Ela nunca me decepciona.
Assim sendo, para escolher os bares que eu frequento, o quesito número 1 era: quanto custa a cerveja? Depois vinha o resto. Não faço a menor questão de saber quem frequenta o bar (não sendo um bando de assassinos, tá tudo beleza), o quanto ele é limpo, que música toca. Quanto custa a cerveja, é isso que importa. Afinal, é pra isso que eu vou ao bar, não pra escutar músicas ou arranjar um caso. Tendo cerveja, o resto é consequência. E foi assim que fui ficando cada dia menos exigente, descendo a Augusta em direção ao centro, cada vez mais próximo da minha casa - e dos bares mais sujos e mais mal frequentados. Até que um dia eu me perguntei porque eu vestia uma calça skinny, um all star, e subia até a Augusta se do lado de casa tinha um bar. Que tocava forró - Calypso, pa ser mais exato - verdade, mas ainda assim, eu mal tinha que atrevessar a rua para chegar ao bar, e sempre podia verificar da janela se ele estava aberto ou não antes de descer até o bar.
E quando eu vi, o bar da esquina já estava me vendendo cerveja fiado. É nessa hora que você para, senta com o copo na mão, lança um olhar profundo para o nada e se pergunta internamente: será que virei um alcóolatra? Aí você resolve decidir essa questão depois da próxima cerveja.
A primeira vez que eu fui parar no Bar da Gláucia foi no dia do show do Muse. Uma galera comigo, de estados e cidades diferentes do país, todo mundo morrendo de fome, eu louco por uma cerveja, e disse pra todo mundo: GENTE, VAMOS PRO BAR DA ESQUINA, A GENTE COME UM LANCHE E TOMA UMA BREJA. O bar do lado estava fechado. Migrávamos para a Augusta quando todo mundo parou em frente a um bar na mesma quadra da minha rua que eu nunca tinha visto e disseram: "vamos ficar aqui mesmo, tem comida".
E aí o bar do lado fechou, e só me sobrou o bar da Gláucia, onde eu e a Luana acabamos diversas noites de nossa vida conversando sobre qualquer coisa, só nós dois ou acompanhados de alguns amigos, acompanhados de um X-Calabresa e cerveja congelada. Sempre.
A Gláucia é só a garçonete, o bar, na verdade, é o Bar do Cézar. Mas a Gláucia foi quem sempre atendeu nossa mesa, com uma indiferença sem fim, dizendo que a cerveja congelada não está congelada, ou que é o jeito que o pessoal do bar gosta de tomar, nos fazendo esperar horas por uma mesa que ela nunca reservou, na verdade, demorando horas pra trazer nosso lanche e inventando uma desculpa esfarrapada. E, ainda assim, sendo genialmente a Gláucia, que nos segura no bar.
Aliás, nosso nome nem pra ela nem é Vika e Luana, é alguma coisa que dissemos bêbados e nem nos lembramos direito.
Ah, o Bar da Gláucia não aceita Mastercard.
Assim sendo, para escolher os bares que eu frequento, o quesito número 1 era: quanto custa a cerveja? Depois vinha o resto. Não faço a menor questão de saber quem frequenta o bar (não sendo um bando de assassinos, tá tudo beleza), o quanto ele é limpo, que música toca. Quanto custa a cerveja, é isso que importa. Afinal, é pra isso que eu vou ao bar, não pra escutar músicas ou arranjar um caso. Tendo cerveja, o resto é consequência. E foi assim que fui ficando cada dia menos exigente, descendo a Augusta em direção ao centro, cada vez mais próximo da minha casa - e dos bares mais sujos e mais mal frequentados. Até que um dia eu me perguntei porque eu vestia uma calça skinny, um all star, e subia até a Augusta se do lado de casa tinha um bar. Que tocava forró - Calypso, pa ser mais exato - verdade, mas ainda assim, eu mal tinha que atrevessar a rua para chegar ao bar, e sempre podia verificar da janela se ele estava aberto ou não antes de descer até o bar.
E quando eu vi, o bar da esquina já estava me vendendo cerveja fiado. É nessa hora que você para, senta com o copo na mão, lança um olhar profundo para o nada e se pergunta internamente: será que virei um alcóolatra? Aí você resolve decidir essa questão depois da próxima cerveja.
A primeira vez que eu fui parar no Bar da Gláucia foi no dia do show do Muse. Uma galera comigo, de estados e cidades diferentes do país, todo mundo morrendo de fome, eu louco por uma cerveja, e disse pra todo mundo: GENTE, VAMOS PRO BAR DA ESQUINA, A GENTE COME UM LANCHE E TOMA UMA BREJA. O bar do lado estava fechado. Migrávamos para a Augusta quando todo mundo parou em frente a um bar na mesma quadra da minha rua que eu nunca tinha visto e disseram: "vamos ficar aqui mesmo, tem comida".
E aí o bar do lado fechou, e só me sobrou o bar da Gláucia, onde eu e a Luana acabamos diversas noites de nossa vida conversando sobre qualquer coisa, só nós dois ou acompanhados de alguns amigos, acompanhados de um X-Calabresa e cerveja congelada. Sempre.
A Gláucia é só a garçonete, o bar, na verdade, é o Bar do Cézar. Mas a Gláucia foi quem sempre atendeu nossa mesa, com uma indiferença sem fim, dizendo que a cerveja congelada não está congelada, ou que é o jeito que o pessoal do bar gosta de tomar, nos fazendo esperar horas por uma mesa que ela nunca reservou, na verdade, demorando horas pra trazer nosso lanche e inventando uma desculpa esfarrapada. E, ainda assim, sendo genialmente a Gláucia, que nos segura no bar.
Aliás, nosso nome nem pra ela nem é Vika e Luana, é alguma coisa que dissemos bêbados e nem nos lembramos direito.
Ah, o Bar da Gláucia não aceita Mastercard.
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